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quinta-feira, 29 de março de 2007
quarta-feira, 28 de março de 2007
O Enigma 23 (um conto adaptado dos capítulos 97 e 98 do romance Santos-Dumont Número 8)
Estudemos as coisas que já não existem. É necessário conhecê-las, ainda que não seja senão para as evitar. As contrafações do passado tomam nomes falsos e gostam de chamar-se o futuro. Esta alma do outro mundo, o passado, é atreita a falsificar o seu passaporte. Precatemo-nos contra o laço, desconfiemos dela. O passado tem um rosto, que é a superstição, e uma máscara, que é a hipocrisia. Denunciemos-lhe o rosto e arranquemos-lhe a máscara. (Victor Hugo; Os miseráveis.)
Por Cláudio Soares
Nada me faltará. Até mesmo a mania que eu tenho de querer me surpreender, certamente, ainda vai me surpreender um dia. O que me faz ficar olhando para o espelho, não para me ver, mas para acompanhar sua aproximação? Disfarçando minha expectativa, guardando meu sorriso para sua mais próxima chegada? Mas, não seria preciso tal artifício ou subterfúgio, pois eu sinto sua presença no ar que respiro e me toca levemente a pele, levemente, de uma forma quase imperceptível, mística, como um número 23, aquele que está em todo lugar, sem que o percebamos.
Sei que me surpreendi ao notar a série de coincidências a respeito do número. Sei que percebi que existia uma espécie de cortina de fumaça que me desorientava, antes me levava a suposições erradas, porque incompletas. Sei que a seqüência ficou desordenada, talvez houvesse alguma coisa de (ah essa onipresente) superstição, um sentimento ou sensação estranha de que algo de ruim pudesse acontecer. Mas com que intenção? Com que propósito? A necessidade era evitar o próximo número da seqüência das 22 invenções aeronáuticas? O vigésimo terceiro? Sei que não sabia. Mas o que teria demais o número 23? Ora quase tudo o que eu e você quisermos ou não quisermos acreditar...
Me sinto incomodado, profundamente incomodado, com essa obrigação de realidade que as ficções dos últimos tempos (não vou especificar quanto tempo de propósito...) vêm seguindo (e sendo perseguidas) fixamente. Porque essa necessidade de limitar a imaginação? Droga mesmo, sei que não é nada disso que me preocupa, enquanto estou curvado sobre o caderno descrevendo as sensações que me alimentam neste espaço e tempo limitado pela mesa 82 e pouco me importando com esses tipos de questionamentos semiológicos: a única coisa que realmente me importa é encontrá-la... a resposta. Será que a encontraria? Essa espécie de maga: a minha. Continuaremos, depois, a jogar essa partida esquisita e estranha?
Mais tarde eu percebi que o mais óbvio havia me passado desapercebido. O óbvio somava cinco. Em todos os sentidos. Como uma lei dos 5 (tudo que existe de eventos, símbolos e outras coisas mais na face da terra tende ao número 5). Desde o acidente de 8 de agosto de 1901, toda a atenção acabou sendo dada, erroneamente, ao evento e não ao objeto desse evento: o Santos-Dumont Número 5, que quase matou Santos-Dumont. Registrou-se a data, 8 de agosto, que já é um dia esquisito, em um mês mais esquisito ainda, e que não goza de muita simpatia por parte dos brasileiros (mês do cachorro louco. Quando o mês tem uma sexta-feira 13 então, podem acreditar, é sinônimo de demissão em massa...) Minha doce Carolina sabia, mas não contava, algumas coisas que ela através de sua intuição feminina já percebera desde muito cedo: O 5 também poderia nascer de um 23...
Pois então, que agora, entre o número 23...
Eu sempre tive uma certa desconfiança a respeito do numero (conheço muita gente que também a tem). Porém, nunca tive uma razão lógica para me sentir deste modo em relação ao número. Apesar de sempre ter tido uma impressão de que ele se repetia em certas situações de minha vida (mais do que o necessário). Certo dia, porém, escutei a expressão O Enigma 23. Existe uma superstição (mais uma delas) que se propagaram pelo globo terrestre, a respeito das possíveis características sinistras (coincidências misteriosas para quem consiga vê-las, claro) deste número.
Quando começava a escrever o livro e relacionava cronologicamente os eventos mais importantes da vida de Alberto Santos-Dumont obviamente não deixei de relacionar o 23 de março de 1898, o 23 de outubro de 1906 e o 23 de julho de 1932. Não que essas datas tenham o significado de desgraça, mas foram de fato datas importantes na cronologia de Alberto. A primeira ascensão, conquista da Taça Archdeacon e a morte.
“Sabe Abayomi, essa conexão do número com acidentes, e outras catástrofes pode ter uma relação com o hexagrama 23 do I Ching, a Desintegração... É bem possível, sabe? Apesar de certos números há muito estarem relacionados a coincidências não usuais, como é o caso dos números 13 e 17, o caso do 23 é considerado por muitos uma espécie de Apofenia (*).”
“Apofenia? Do que isso se trata, Carolina?”
“Apofenia é um termo que foi cunhado pelo professor doutor Klaus Conrad em 1958. Trata-se de uma percepção espontânea de conexões e significância de fenômenos que não possuem relação entre si. Escritores então são muito propensos a esse tipo de percepção, sabe Abayomi?, pois costumam ter uma propensão de ver esses tipos de conexões, que aparentemente não têm relação entre si, o tempo todo... é o que mais assemelha a psicose com a criatividade... Na verdade, a apofenia e a criatividade podem até ser vistas como dois lados de uma mesma moeda...”
“Você está dizendo isso só para me provocar, não é Carolina?”
“Claro. Mas fique tranqüilo que você não está só. Algumas das pessoas mais criativas do mundo então devem ser os psicanalistas e terapeutas que usam testes projetivos como o teste de Rorschach...”
***
- O ciclo Físico tem a duração de 23 dias, e regula nossa resistência às doenças, força, coordenação motora, velocidade, desempenho sexual, etc. nos dias críticos fisicamente, estamos mais propensos (e não pré-determinados, isso é muito importante) a nos sentir cansados, a sofrer acidentes ou adoecer com mais facilidade.
- Em 23 segundos para o sangue circular por todo o corpo.
- Cada pai e mãe contribui com 23 cromossomos para o DNA de seus filhos (nos humanos o vigésimo terceiro cromossomo é o que determina o sexo).
- O período de rotação da Terra (dia sideral) é na verdade 23 horas e 56 minutos.
- A primeira aterrissagem na lua, Apollo 11, foi no Mar da Tranqüilidade, a 23.63 graus leste. A segunda, Apollo 12, foi no Oceano das Tempestades, 23.42 graus Oeste. Somando, 11 + 12, o número das missões, resulta em 23. (Vemos o que queremos ver...)
- 23 de dezembro de 2012 é a data final no calendário Maia o que deve indicar um evento apocalíptico...
- Tanto os calendários antigos dos egípcios e dos sumérios iniciavam no dia 23 Julho.
- Santos-Dumont fez sua primeira ascensão em um 23 de março de 1898, na tarde de 23 de outubro de 1906, desafiou os deuses e quebrou o encanto que prendia os pés do homem à terra e... se suicidou em 23 de julho de 1932.
- A certidão de óbito de Santos-Dumont ficou sumida por 23 anos.
- William Shakespeare nasceu em 23 de abril e morreu em 23 de abril (de anos diferentes claro). Sua primeira peça (Titus Andronicus) foi encenada em 23 de janeiro de 1594. (não estou muito certo...)
- Comemoramos o dia de São Jorge em 23 de abril (de uns anos para cá, é feriado no Rio de Janeiro...)
- Os Cavaleiros Templários tiveram 23 Grandes Mestres, o último foi Jacques de Molay.
- Se adicionarmos todos os dígitos de 11/9/2001 obtemos 23 (quer dizer, considerando que adicionemos o 11 como 11 exatamente).
- O Michael Jordan usava (e o David Beckham usa) uniforme de número 23. Pelé também nasceu em um dia 23 (de outubro).
- A letra W é a vigésima terceira, possui 3 pontos superiores e dois inferiores (23 de novo, quer dizer 32, mas para os nossos propósitos a gente inverte)...
- Os primeiros dígitos do Pi (3.14159) somam 23.
- 666, dizem, foi obtido da divisão 2/3 = 0.666.
- Em computadores com sistema operacional Microsoft Windows, uma quebra de linha é armazenada como códigos ASCII 13 e 10. No Linux e no Unix, uma quebra de linha é armazenada como código ASCII 10. Em telegrafia, a quebra de linha era transmitida como um número 23.
- Já escutou falar de um conto intitulado O Enigma 23?
- Circunstâncias não usuais ligadas ao número 23 foram mencionadas pelo escritor William S. Burroughs, que devia adorar (ou detestar) o número...
- Os Salmos, o maior livro da Bíblia, é o vigésimo terceiro livro do Velho Testamento. E “O Senhor é o meu pastor, nada me faltará” é o vigésimo terceiro salmo.
- A primeira transmissão de código Morse foi uma passagem da Bíblia, a de números 23:23, vai lá e veja qual foi...
- Na manhã de 23 de outubro de 4004 A.C., segundo o bispo irlandês James Ussher (1581-1656), Deus criou o mundo e...
- Hoje, por acaso, é um dia 23 de março e...
- O próximo capítulo é o...
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quarta-feira, 31 de janeiro de 2007
A Última Biblioteca está inaugurada!
Que esteja devidamente inaugurada A Última Biblioteca! Um espaço para quem deseja "dialogar" Literatura. Talvez, até um pouco mais: um espaço para aqueles que desejam dialogar sobre o impacto da internet no mundo da Literatura.
Apesar de estarmos em permanente construção, algumas áreas importantes do site já estão funcionando. Uma das mais interessantes (não deixe de dar uma olhada lá) é a seção Vídeos de Literatura. Para começar, linkamos 2 entrevistas (históricas) dos argentinos José Luis Borges e Julio Cortázar, além de vídeos sobre dois mestres americanos do terror: Edgar Alan Poe e H. P. Lovecraft.
Acesse A ÚLTIMA BIBLIOTECA!
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segunda-feira, 15 de janeiro de 2007
Santos-Dumont Número 8 no relatório final da COM14BIS
Foi um trabalho árduo de 3 anos de pesquisa (inteiramente custeado pelo autor, diga-se de passagem) para escrever o romance, mas valeu à pena. Aqui, aproveito para ratificar um agradecimento especial à editora Universo dos Livros que acreditou no meu romance. Hoje, o "SD8" é distribuído em todo o país graças ao trabalho do Luis Matos, meu editor, e sua competente equipe.
Acredito que além do intuito de divertir os leitores e tentar incentivar, cada vez mais, a leitura de obras brasileiras, o livro "Santos-Dumont número 8" venha a ficar, para a posteridade, como uma homenagem (ainda que modesta) à memória do grande brasileiro que foi Alberto Santos-Dumont.
Resumindo: tentei fazer a minha parte. Uma parte de 464 páginas! :-)
O ANEXO 7 do relatório expõe - além da referência ao lançamento do "SD8" na Biblioteca Rodolfo Garcia da Academia Brasileira de Letras, no Rio de Janeiro - cerca de 230 diferentes tipos de eventos ocorridos relacionados ao centenário do 14-Bis.
Veja em:
http://www.santosdumont.14bis.mil.br/upd_blob/upd_fck//Relatorio_Final.pdf
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quarta-feira, 3 de janeiro de 2007
A Biblioteca Rodolfo Garcia da ABL e a Petrobrás lançam o Prêmio Afrânio Coutinho
"Procuram-se ratos de biblioteca. Paga-se bem."
Comemorando o seu 1º aniversário, a Biblioteca Rodolfo Garcia da Academia Brasileira de Letras e a PETROBRÁS, com a iniciativa de premiar a Produção Intelectual Brasileira, lançam o Prêmio Afrânio Coutinho.Poderão concorrer alunos e professores da área de ciências humanas, jornalistas, pesquisadores e usuários que tenham sido previamente inscritos na Biblioteca. Serão premiados os três melhores trabalhos: o primeiro colocado receberá R$ 8.000,00, o segundo R$ 5.000,00 e o terceiro R$ 3.000,00.
O tema do concurso é "Diálogos com a Coleção Franklin de Oliveira" com a linha de pesquisa "O estado da Cultura no Brasil no período de 1945 a 1965 retratado na Coleção Franklin de Oliveira".
Inscrições e mais informações no site da ABL (www.academia.org.br) e na Biblioteca Rodolfo Garcia, Avenida Presidente Wilson, 231, 2º andar (Palácio Austregésilo de Athayde) – Castelo – Rio de Janeiro – RJ, Tel. (21) 3974-2506 ou 3974 2541, e-mail brg.divulgacao@academia.org.br
Aproveite e entre para a comunidade BIBLIOTECA RODOLFO GARCIA no Orkut:
http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm
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sábado, 30 de dezembro de 2006
Santos-Dumont Número 8 na Best Books
O Santos-Dumont Número 8 também já pode ser adquirido na Best Books. Acesse http://www.bestbooks.com.br/livros_template.asp?CodigoAfiliado=508&Codigo_Produto=63577
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quinta-feira, 28 de dezembro de 2006
Compre o Santos-Dumont Número 8 também pela internet
- Guerreiro (Curitiba): http://www.guerreiro.com.br/detalhe/default.asp?produto=9788599187258
- Ciência e Cultura: http://www.cienciaecultura.com.br/item.asp?cod_item=268052
- Best Books:
http://www.bestbooks.com.br/livros_template.asp?CodigoAfiliado=508&Codigo_Produto=63577 - Livraria do Crime.com.br:
http://www.livrariadocrime.com.br/?secao=livro&cd_livro=10001759 - Digerati: http://www.digerati.com.br/loja/produtos/livros/detalhes.php?idp=894
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quarta-feira, 27 de dezembro de 2006
O enigma do Capítulo 8

Já comentei por aqui que existem alguns enigmas espalhados pelo romance.
Um deles diz respeito ao oitavo capítulo do livro.
Quem já teve a oportunidade de iniciar a leitura hipertextual do Santos-Dumont Número 8 deve realmente ter ficado meio desconfiado com o Capítulo 8.
O que é efetivamente o Capítulo 8 em um romance sobre superstições a respeito do (suposto?) mau agouro do número 8?
Qual é a sua opinião?
Mas, antes de tentar responder, não se esqueça: a História é uma lemniscata de todos nós!
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Santos-Dumont Número 8 na Livraria Nobel
O Santos-Dumont Número 8 também chegou à Livraria Nobel!
Fundada em São Paulo no ano de 1943 e Trabalhando com sistemas de franquia desde 1992, a Nobel é hoje a maior rede de livrarias do Brasil com mais de 150 franquias distribuídas pelo mundo.
Para adquirir o Santos-Dumont Número 8 pelo site da Livraria Nobel basta acessar:
http://www.livnobel.com.br/isroot/nobelbr/redireciona.asp?origem=15&oferta=8599187252
Um forte abraço à equipe da Nobel!
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segunda-feira, 25 de dezembro de 2006
Feliz Natal e Próspero 2007!
Depois do lançamento oficial no último16/10 na ABL e sua entrada no acervo da "Casa de Machado de Assis", o SD8, está neste mês de dezembro na livraria carioca Letras & Expressões, na revista ALMANAQUE da Livraria Saraiva (estamos na página 21), no catálogo da FNAC e em praticamente todas as grandes livrarias do país. Ajudem a divulgar! Antecipadamente, o meu muito obrigado!
Pela internet, o SD8 pode ser comprado nos seguintes sites:
- Guerreiro (Curitiba): http://www.guerreiro.com.br/detalhe/default.asp?produto=9788599187258
- Ciência e Cultura: http://www.cienciaecultura.com.br/item.asp?cod_item=268052
O SD8 avança nessa integração com o bidirecionalidade da internet oferecendo a possibilidade de ser lido de várias maneiras. Duas delas são as mais visíveis: uma seqüencial (para os mais apressados :-) e outra hipertextual (seguindo-se os links). Existem também alguns "enigmas" distribuidos no livro. É bidirecional e lúdico.
O SD8 é também uma grande homenagem a escritores e leitores, já que conta a história de como o estudante de História Francisco Abayomi, ao ler livros, faz com que suas histórias aconteçam novamente.
Grande parte das cenas têm como pano de fundo cartões postais do Rio e principalmente a Biblioteca Nacional: "o lugar onde os tempos se encontram".
Continuem visitando o site: http://santosdumontnumero8.blogspot.com/
Um forte abraço!
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sexta-feira, 22 de dezembro de 2006
Belle Époque e seus personagens...
Alguns, como por exemplo Lautrec (1) e Hetzel (5), inspiraram até a capa desse romance. Alguns, de forma até curiosa: Cézanne (6) morreu 1 dia antes do vôo de 23/10/1906, oo seja, era manchete nos jornais no dia em que Santos-Dumont faz o vôo histórico que lhe valeria o Prêmio Archdeacon.
Existem outros que não aparecem nessas fotos (Joaquim Maria Machado de Assis, por exemplo). Que tal dar uma olhada lá nas páginas do SD8? Uma boa leitura e (através dela) uma boa viagem!
1. Henri de Toulouse-Lautrec (24/11/1864 - 9/9/1901) . Pintor francês.
2. Alexandre Gustave Eiffel (15/12/1832 - 27/12/1923). Engenheiro francês.
3. Herbert George Wells (21/9/1866 - 13/8/1946), Escritor inglês.
4. Georges Méliès (8/12/1861 - 21/1/1938), Cineasta francês.
5. Pierre-Jules Hetzel (15/1/1814 - 17/3/1886). Editor francês.
6. Paul Cézanne (19/1/1839 - 22/10/1906). Pintor francês.
7. Marcel-Valentin-Louis-Eugène-Georges Proust (10/7/1871 - 18/11/1922). Escritor francês.
8. Samuel Pierpont Langley (22/8/1834 - 27/2/1906). Inventor americano.
9. Wassily Kandinsky (16/12/1866 - 13/12/1944). Pintor russo.
10. Thomas Alva Edison (11/02/1847 - 18/10/1931). Inventor americano.
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quinta-feira, 21 de dezembro de 2006
Santos-Dumont Número 8 chegando na Letras & Expressões
O Santos-Dumont número 8 poderá ser encontrado nas duas filiais da Letras & Expressões:
Letras & Expressões - LEBLON
Av. Ataulfo de Paiva 1292 Lj.C
Leblon - Rio de Janeiro - RJ
Cep. 22440 031
Tel: (0xx-21)2511-5085 - Fax: (0xx-21)2259-4861
leblon@letraseexpressoes.com.br
Letras & Expressões - IPANEMA
Rua Visconde de Pirajá 276
Ipanema - Rio de Janeiro - RJ
Cep. 22410 000
Tel: (0xx 21)2521-6110 - Fax: (0xx 21)2521-6324
ipanema@letraseexpressoes.com.br
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quarta-feira, 20 de dezembro de 2006
Como "Please, Mister Postman" foi parar no capítulo 2 do SD8
Porém, o que talvez nem todo mundo saiba é que a canção foi lançada originalmente pelas Marvelettes (no vídeo aí de cima) em 1961, pelo selo Tamla da Motown. Essa gravação foi a primeira, da Motown, a atingir o primeiro lugar da parada da Billboard. Isso faz parte da História.
Mas, como e por que essa música foi parar no Santos-Dumont Número 8? Bom, aqui começar uma outra (não tão longa) história.
Sem dúvida, o Santos-Dumont Número 8 é um livro “musical” (tem até um capítulo-canção, não é?) e faz todo o sentido ter referências musicais espalhadas na sua trama.
Aconteceu que certo dia, estava eu finalizando alguns capítulos (na verdade revisando-os e colocando-os em ordem), lá na Biblioteca Rodolfo Garcia - isso já perto da entrega dos originais para a editora - quando, para descansar um pouco “as idéias”, resolvi escutar um pouco de música: apontei o browser para a rádio UOL e fiquei navegando os canais. Em um deles (o canal de Black Music) encontrei uma música “maneira”: "What's going on", na voz do Marvin Gaye. Resolvi então ficar por ali mesmo.
Musica vai, musica vem, eis que (várias músicas depois) no momento em que revisava o trecho do escritor que buscava se reaproximar de um amor de sua juventude - distante 30 anos, enquanto ele, o escritor, se encontrava distante mais 30 de seus sonhos, como está escrito no livro - começa a soar o vozeirão de Gladys Horton e os backings das Marvelettes: Wait! Oh yes wait a minute mister postman...
Escutei uma vez. Repeti. Outra vez e mais outra. O livro já tinha uma canção no capítulo 77 (justamente a Santos-Dumont número 8), aí eu comecei a ler o capitulo 2 com Please, Mister Postman como som de fundo (já com John Lennon e The Beatles no comando dos vocais).
Eu já havia definido que aquele fragmento de diário do escritor teria sido escrito no final da década de 60, para ser mais exato em um dos meses de maio que vivemos mais intensamente, como está escrito na ficção: o mês de maio de 1968. Achei que a música remetia à situação e principalmente à intenção do escritor: era uma tentativa de comunicação com alguém tão distante (uma distância medida pelo tempo).
A aproximação seria através de uma viagem no tempo pela música e pelas lembranças que ela suscitassem no escritor.
Desta forma a Please, Mister Postman foi parar no Santos-Dumont número 8. Mais como música ambiente (uma impossível máquina do tempo?), do que como citação.
Por isso, acho que o ideal mesmo - é o que sugiro a vocês - seria a leitura do fragmento de diário do escritor Souza-Soares ao som de Please, Mister Postman. Eu prefiro a versão dos The Beatles (achei que combinou melhor) mas pode ser também com as Marvelettes (fica muito bom também, e talvez até mais justo, já que elas gravaram primeiro).
Uma terceira opção é a versão com os Carpenters.
E tem também essa outra versão mais recente (e rápida, mas com o mesmo efeito reverb) com a Gladys Horton.
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Sinopse do SD8
Sem saber que sua vida corre perigo, Abayomi, estudante de História, analisa um diário de Santos-Dumont encontrado na Biblioteca Nacional. Supostamente destruído em 1914, o manuscrito traz detalhes inéditos sobre a invenção que biógrafos afirmam não ter existido devido à superstição originada no acidente sofrido pelo aeronauta em 08/08/1901. Tudo leva a crer que o “Santos-Dumont número Não deixe também de visitar:
Download dos primeiros capítulos do Santos-Dumont Número 8!
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segunda-feira, 18 de dezembro de 2006
O início do Santos-Dumont Número 8
Algumas pessoas me comentam terem ficado surpresas com o início (estonteante) do romance Santos-Dumont Número 8. Isso é bom. A intenção era essa mesmo: aqui entramos em uma outra dimensão, a turbulência da passagem é mesmo necessária. Depois, aceitando o pacto proposto a tendência é que se siga um fluxo, ou fluxos, não menos estonteantes, de sentido e direção opostos. Mas, afinal de contas, não é para isso que serve a História?
A seguir, dou algumas explicações sobre o início do romance. Vamos lá:
A passagem pelo portal, o início do mergulho - aquele que de certa forma já esboça o que vem avassaladoramente a seguir - já está na primeira citação. Além de representar o tom meio transcedental da História, olhem só que coincidência interessante:
Pois expuseste nos céus a tua majestade. (Salmo 8)
Exposta nos céus a Sua majestade, a pergunta que não quer se calar (e por todo o romance se faz presente), afinal, Toda História tem realmente um começo, um meio e um fim?
Isso pode ser quase certo. Por isso, para iniciar o romance, eu escolhi uma palavra não muito comum mas que, no fundo, todos conheceremos por sua representação simbólica.
A idéia do hipertexto ligando palavras, símbolos, livros, autores, histórias, mistérios, já se resume na palavra LEMNISCATA.
Lemniscata é uma curva matemática descrita pela primeira vez em 1694 por Jakob Bernoulli como a modificação de uma elipse, uma outra curva que é formada por pontos cuja soma das distâncias até outros dois pontos focais fixos é constante (na lemniscata, o produto dessas distâncias é constante).
A lemniscata de Bernoulli é um caso especial da oval de Cassini.
O símbolo matemático de infinito tem a forma muito aproximada de uma lemniscata e foi descrita pela primeira vez pelo matemátio inglês John Wallis em 1655, ou seja, quase 40 anos antes de Bernoulli.
O que seria a História então? Nada mais do que uma lemniscata. A seguir o texto da primeira página do Santos-Dumont Número 8:
Lemniscata… Uma lemniscata de si mesma, assim é a História. Tão curvilínea e distorcida quanto aquela de Jakob Bernoulli. Tão sinuosa, sibilante e sensual quanto o símbolo infinito de John Wallis. Um número 8 deitado. Uma tira de Möbius esquisita e conveniente em sua constante transformação em si mesma.
Então, se é assim, que assim mesmo o seja, a História, essa lemniscata de todos nós. Esse insistente “navegar-se”, permanente e necessário, esse eterno recomeço, progressão e regressão ininterruptas, contínuo e inevitável retorno das su-pers-ti-ções…
Sabe por quê? Muito simples. Porque assim é a História e é para isso que ela serve… ou pelo menos quase…
Biblioteca Nacional.
Sala Celso Cunha. Divisão de Manuscritos.
Segunda-feira, 29 de setembro de 2008.
— Por que você resolveu abrir este livro? O que te deu na cabeça, hein?! Você não sabe que isso pode te fazer muito mal à saúde? Carolina Veríssimo não podia deixar de expressar um misto de angústia e preocupada reprovação com aquele verdadeiro bombardeio de perguntas.
— Mas, meu Deus, é apenas um livro. O que isso pode ter de mais? Justificativas, Francisco Abayomi as buscava no mais óbvio, porém, nem tanto…
— O que isso pode ter de mais?! Muita coisa, caramba! Ah, Abayomi, certas vezes, você me parece tão sem noção…
É possível, provável e justo que Carolina estivesse certa e que as coisas não fossem assim tão simples, como parecia querer fazer crer Francisco Abayomi. Afinal de contas, existiam as experiências e também os frutos, ainda mais estranhos, delas. O problema não estaria nos acontecimentos em si, mas no que poderia advir de tais acontecimentos, já que dentro da cabeça de Abayomi os tempos se encontravam e, juntos, eram capazes de promover rememorações do passado e, por mais incrível que parecesse, do presente e até do futuro. O que se originava no futuro atravessava inapelavelmente o presente, mergulhava inexoravelmente no passado e dele retornava, imprevisível como as pessoas, imprevisível como certos dias, aqueles que pareciam não querer terminar nunca mais… como uma lemniscata…
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sábado, 16 de dezembro de 2006
C. Soares, o autor.
C. Soares é autor do romance “Santos-Dumont Número 8”. Venceu um importante concurso literário em 2004, o que possibilitou a sua participação na coletânea trilíngüe “Escrevendo a paz / Writing peace / En écrivant la paix” publicada pela UNESCO. Escreve regularmente para os blogs "Santos-Dumont Número 8" e "A Última Biblioteca". Prepara atualmente mais um romance e um livro de contos. C. Soares também é analista de sistemas com experiência internacional e desenvolve sistemas para a internet com ênfase em gestão de conteúdo e ferramentas de busca.Siga Claudio Soares no Twitter.
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sexta-feira, 15 de dezembro de 2006
Papeis de Parede do Santos-Dumont número 8!
Iniciamos a série "Papeis de parede do Santos-Dumont número 8". Pois, afinal de contas, é Natal! O "papel" da vez traz duas das sugestões de capa para o romance que serviram de base para a escolha final. O maravilhoso trabalho de design foi de Sérgio Bergocce. Quase que a capa do livro foi uma delas. Espero que gostem. Basta clicar nos links abaixo para baixar para o seu computador. Forte abraço!
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quinta-feira, 14 de dezembro de 2006
NOVIDADES LITERÁRIAS PARA O NATAL 2006!
Pois é, o Santos-Dumont número 8 é uma delas. Neste mês, o romance está também no catálogo da Saraiva e da FNAC. Boas leituras!
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segunda-feira, 11 de dezembro de 2006
Lançamento do SD8 na Saraiva da Tijuca
Eu que havia me programado para falar uns 30 min, acabei falando por mais de 1 hora. Muito obrigado pelas perguntas, elas me ajudaram a passar mais informações a respeito de minhas pesquisas e processo de escritura do livro. Esse era o objetivo do bate-papo: uma troca de idéias. Fiquei muito grato pela receptividade.
Os jovens leitores também participaram. Na foto acima, por exemplo, vocês podem ver uma jovem leitora interessada em descobrir um pouco mais sobre aquele livro de "capa colorida". O trabalho do capista Sérgio Bergocce tem realmente chamado à atenção, principalmente, pelo colorido e referências art nouveau. Também já comentei por aqui como foi o processo de criação dessa capa.
Um todos tópicos discutidos no bate-papo foi a Biblioteca Nacional - o grande cérebro de concreto - como um dos principais personagens do livro. A ligação de Abayomi - estudante de história que tenta desvendar o mistério do Santos-Dumont Número 8 - com a BN é orgânica. Ela (e outras bibliotecas que aparecem na história, como a Biblioteca Rodolfo Garcia da ABL, a Biblioteca do IFCS e a Biblioteca Popular da Tijuca) são mais do que cenários em um livro onde o personagem principal ao ler livros faz com que suas histórias aconteçam novamente. Talvez, isso só se torne possível por causa da imaginação fértil de alguns leitores (entre os quais também me incluo) e pela atmosfera mágica de certas bibliotecas.
O bate-papo na Saraiva Mega store da Tijuca foi mais uma oportunidade de conversar diretamente com os leitores sobre as referências literárias, musicais, etc, que existem no livro. O Santos-Dumont número 8 é um livro que possui diversos links: entre capítulos, alguns do livro para fora dele, e outros para dentro de outras camadas da história. Lendo o livro, vocês entenderão.
Inventei diversos enigmas e os espalhei, de propósito, dentro deste romance Santos-Dumont número 8. Se o leitor aceita o pacto, vamos longe, no espaço entre as capas, e no tempo.
Por exemplo, para terminar esse artigo, fica uma pergunta: afinal de contas, o que efetivamente é o Capítulo 8 em um romance sobre superstições a respeito do (suposto?) mau agouro do número 8?
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C. S. Soares
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2:22:00 PM
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segunda-feira, 4 de dezembro de 2006
Novo Teaser!
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C. S. Soares
às
6:16:00 PM
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